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20 de Setembro

Commodities

Publicado em 19/09/2012 17:21

CBOT: Soja fecha com forte alta depois da volta dos compradores ao mercado


A soja fechou o dia com altas de quase 30 pontos na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (19). Depois das expressivas baixas registradas nas duas primeiras sessões desta semana, quando a soja chegou a bater no limite de queda, o mercado agora tentou buscar uma recuperação técnica. 
 
As realizações de lucros em função de uma pressão sazonal por conta do avanço da colheita nos Estados Unidos e das fortes altas dos últimos dias foram bastante intensas e agora, segundo explicaram analistas, os investidores tentar se reestabelecer. 
 
Paralelamente, as baixas das últimas sessões acabaram tornando os preços da soja mais atrativos, incentivando a demanda e atraindo os investidores para a ponta compradora do mercado, atuando como fator de alta para os preços da oleaginosa. 
 
"Os mercados tentam estabelecer um piso após grande realização de lucros por parte de fundos de investimento.  Realização foi puramente técnica, impulsionada por pressão normal e sazonal nos preços devido á entrade de safra nos EUA", explicou Pedro Dejneka, analista de mercado da PHDerivativos, direto de Chicago. 
 
Segundo ele, são momentos como estes que exigem bastante cautela e a necessidade de se observar o quadro geral do mercado, e não movimentos diários, para que dessa forma não se perca a noção da real situação do mercado. 
 
Dejneka diz ainda que a tendência de alta não acabou, uma vez que o mercado ainda tem pela frente a tarefa de racionar os preços e a demanda. "Apenas a velocidade das altas não será a mesma de quando o mercado foi pego por surpresa pela seca nos EUA.  O mercado irá precisar de outra "ajuda" ou "lenha na fogueira" para sustentar novas altas, ou seja, novidades sobre a demanda". 
 
O cenário é marcado pela espera. O analista afirma que, até que a demanda reapareça e que as safras estejam entra 40 e 50% colhidas nos Estados Unidos, o mercado deverá estar preso a patamares, sendo comprado nas baixas e vendido nas tentativas de recuperação. "Ainda vejo novas máximas para a soja este ano, talvez até em Outubro, dependendo do ritmo de exportação dos EUA", enfatiza. 
 
Pedro Dejneka reforça ainda que o atual momento é de paciência e de foco no quadro geral, que ainda é altista.  "Não nos deixemos enganar por notícias de diminuição de demanda, China desovando reservas, etc.Como já falei antes: a China desova estoques pois vê uma oportunidade de deixar a sazonalidade de pressão de preços na safra EUA cuidar de oferecer melhores preços para suas importações.  Eles desovam o pouco que tem estrategicamente, enquanto o mercado opera em baixa e a mídia fala em diminuição de importações por parte da China.  A desova de estoques permite o governo chinês evitar inflação interna enquanto aguarda melhores preços nos EUA. A China retornará ao mercado logo, esta recente baixa é uma enorme "deixa" do mercado para quem precisa de soja", completa. 
 
O milho também encerrou o dia com boas altas depois do recuo dos últimos dias. Os futuros do cereal negociados na CBOT foram estimulados pelo bom desempenho da soja e também por compras especulativas que conferiram sustentação ao mercado. 
 
Além disso, o quadro fundamental também é positivo para o milho, fato que continua como foco dos investidores. Entretanto, para que sustente novas e firmes altas, os investidores precisarão contar com informações de uma demana inesperada pelo mercado. 
 
Seguindo o dia positivo da soja e do milho, o trigo também fechou a quarta-feira em alta, com ganhos de dois dígitos. A preocupação com a oferta do grão ainda existe já que importantes países produtores vêm sofrendo com condições climáticas adversas e isso ainda impulsiona os preços. 
 

 

Fonte: Notícias Agrícolas // Carla Mendes 


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